
Previsões do PIB recuam sob peso de inadimplência e juros
A economia brasileira enfrenta um cenário de desaceleração, impulsionado pela alta inadimplência e juros elevados. As previsões para o PIB de 2027 foram reduzidas, passando de 1,65% para 1,52% em um curto intervalo. O aumento da taxa de desemprego e a estagnação dos salários estão comprometendo a renda disponível, o que impacta negativamente o consumo e as atividades econômicas. Apesar da demanda por crédito permanecer alta, as instituições financeiras indicam que a oferta será mais restrita. A inadimplência entre pessoas físicas se manteve estável em 7,6%, enquanto o endividamento das famílias atingiu 48,9%. O comprometimento da renda com dívidas subiu para 30,6%, refletindo um aumento no número de recuperações judiciais, que cresceu 6,2% no primeiro semestre. As pequenas e microempresas são as mais afetadas, com 8,5 milhões de negativadas e dívidas que somam R$ 198,8 bilhões. O cenário atual sugere que, se a economia continuar a esfriar e o desemprego aumentar, a inadimplência pode se agravar ainda mais, sinalizando uma possível deterioração nas condições de crédito e consumo.
Fonte: Valor