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    Na Casas Bahia, recuperação judicial abre caminho para crédito novo

    Reestruturação

    O Grupo Casas Bahia está em processo de recuperação judicial, apresentado em agosto de 2026, com um passivo de aproximadamente R$ 17,3 bilhões. A empresa está em negociação para obter financiamento DIP (debtor-in-possession financing) e espera fechar sua primeira rodada de financiamento em até 30 dias, com a operação mais avançada sendo de R$ 200 milhões com o Itaú Unibanco. Além dessa, a companhia planeja realizar pelo menos outras duas operações para garantir a continuidade de suas atividades. O financiamento DIP é crucial para fornecer liquidez imediata, permitindo que a empresa pague despesas essenciais como folha de pagamento e fornecedores críticos. A recuperação judicial do Grupo Casas Bahia se segue a uma tentativa anterior de reestruturação financeira em 2024, quando a empresa renegociou R$ 4,1 bilhões em dívidas bancárias, mas não conseguiu resolver seu desequilíbrio financeiro. A companhia atribui suas dificuldades a fatores como desafios na integração das operações e o aumento do custo do financiamento em um ambiente de juros elevados. A reestruturação busca também liberar R$ 2 bilhões contingenciados em processos judiciais e renegociar contratos com fornecedores. A situação da empresa pode sinalizar um aumento na atenção do mercado para operações de financiamento em recuperação judicial, dependendo da eficácia das negociações em andamento.