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    Justiça vê “desestruturação patrimonial” e acelera bloqueios contra a Euro Securitizadora

    Justiça vê “desestruturação patrimonial” e acelera bloqueios contra a Euro Securitizadora

    Insolvência

    A Justiça de São Paulo autorizou bloqueios de ativos da Euro Securitizadora, parte do Grupo Euro 17, após identificar indícios de desestruturação patrimonial e insolvência operacional. A empresa enfrenta um passivo de R$ 741 milhões e, entre 26 de agosto e 3 de setembro, foram determinadas pelo menos três decisões de arresto, totalizando R$ 1,03 milhão. As decisões judiciais apontaram alterações unilaterais em debêntures, fechamento de filiais e a criação de uma holding pelo controlador Ik Cavalcanti Albuquerque antes do reconhecimento das dificuldades financeiras. Em agosto, a Euro havia afirmado que operava normalmente, mas posteriormente admitiu problemas e contratou consultorias de reestruturação, prometendo soluções em cerca de 45 dias. Documentos judiciais revelaram que a empresa alterou as regras de resgate das debêntures sem a participação dos investidores, o que foi considerado um fator agravante para os bloqueios. A situação atual da Euro Securitizadora, marcada por bloqueios judiciais e ausência de propostas concretas de pagamento, pode sinalizar um aumento na cautela dos investidores em relação a empresas com estruturas de capital similares.