Justiça aceita pedido de recuperação da Marabraz, que já teve 135 lojas e agora deve R$ 140 milhões
A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo deferiu o pedido de recuperação judicial da Marabraz, uma rede paulista de móveis que acumula dívidas estimadas em R$ 140 milhões. A decisão, proferida em 27 de outubro de 2026, suspende execuções relacionadas a essas dívidas por um período de 180 dias e exige que a empresa apresente um plano de recuperação em até 60 dias. A recuperação abrange seis empresas ligadas à Marabraz, mas a juíza Fernanda Perez Jacomini determinou que os patrimônios e obrigações das empresas permaneçam separados. A crise financeira da Marabraz é atribuída a disputas familiares, perda de garantias bancárias e restrições de crédito, resultando no fechamento de lojas e dificuldades operacionais. A empresa também enfrenta a necessidade de apresentar documentos pendentes em um prazo de 15 dias, sob pena de revogação do processo. A recuperação judicial, embora represente um avanço, impõe desafios significativos, incluindo a necessidade de convencer credores sobre a viabilidade da operação durante a reestruturação.
Fonte: Exame
