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    Expansão do mercado livre de energia resulta em margens mais estreitas e maior controle de riscos

    Insolvência

    O mercado livre de energia no Brasil, que atualmente representa 43% do consumo total e conta com mais de 90 mil unidades consumidoras, está passando por uma expansão significativa. Desde janeiro de 2024, a Portaria nº 50/2022 do Ministério de Minas e Energia (MME) permitiu que consumidores de média e alta tensão migrassem para esse mercado sem a exigência de demanda mínima de 500 kW, facilitando o acesso para pequenas e médias empresas. Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios, incluindo recuperações judiciais e insolvências. A comercializadora Tradener, por exemplo, solicitou recuperação judicial com um valor de causa de R$ 1,7 bilhão, enquanto a Diferencial Energia entrou com pedido de RJ com R$ 154,5 milhões em obrigações. Outros casos, como o da Safira Energia, também refletem a pressão financeira no setor. A volatilidade dos preços e as dificuldades na formação de preços, exacerbadas por mudanças na metodologia de precificação, têm contribuído para a instabilidade. Embora o mercado livre de energia ofereça oportunidades, a situação atual sinaliza um ambiente desafiador para as comercializadoras, o que pode impactar a confiança dos investidores e a dinâmica do setor.