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    Com dívida de R$ 827,4 milhões, Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial

    Reestruturação

    A Ri Happy, rede varejista de brinquedos, protocolou um pedido de recuperação extrajudicial no valor de R$ 827,4 milhões, que abrange também outras empresas do grupo, como Brincar Marcas e Participações e Pbkids Brinquedos. A medida foi tomada menos de dois meses após a mudança de controle para a BluSun Capital e a volta de Héctor Nuñez como CEO. A empresa busca reorganizar suas dívidas e adequar sua estrutura financeira, mantendo as operações normais das lojas físicas e canais digitais. A nova gestão inclui Carlos Fernandes como COO e Diego Motta como CFO. A Ri Happy já havia enfrentado dificuldades financeiras anteriormente, tendo renegociado R$ 289 milhões em dívidas em 2023. A companhia, que possui 290 lojas e fatura cerca de R$ 1,2 bilhão anualmente, não é a única do setor a buscar recuperação, seguindo o exemplo da fabricante Estrela. O pedido de recuperação extrajudicial reflete os desafios enfrentados pelo varejo brasileiro, como juros elevados e mudanças no consumo, e pode sinalizar uma tendência de reestruturação no setor.