Casas Bahia (BHIA3) responde à CVM e diz que laudo da recuperação judicial é preliminar
A Casas Bahia (BHIA3) respondeu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à B3 sobre informações divulgadas pelo Valor Econômico referentes a um laudo de constatação preliminar no processo de recuperação judicial da empresa. O laudo foi apresentado nos autos em 2 de outubro de 2026, no contexto do pedido de recuperação judicial que a companhia ajuizou em agosto deste ano. A Justiça designou a ACFB Administração Judicial para realizar uma verificação que inclui a análise das condições de funcionamento das lojas, centros de distribuição e plataforma digital, além da regularidade da documentação e contratos relevantes. A Casas Bahia enfatizou que o laudo é preliminar e informativo, elaborado com base em diligências próprias e dados públicos, e que suas conclusões não refletem a posição da empresa sobre os temas analisados. O documento ainda não foi submetido ao contraditório da companhia nem apreciado pelo juízo da recuperação judicial, portanto, não produz efeitos sobre a empresa ou seus credores. A varejista reportou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre, significativamente maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior, impactado por eventos não recorrentes e custos de reestruturação. Essa situação pode sinalizar um aumento na atenção do mercado em relação ao setor varejista e suas condições financeiras.
