Casas Bahia agrava prejuízo do GPA; auditoria reforça risco de continuidade do negócio
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) registrou um prejuízo líquido de R$ 731 milhões no terceiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 134 milhões do mesmo período do ano anterior. No acumulado de nove meses, as perdas somam R$ 2,42 bilhões. O resultado negativo foi impactado por operações descontinuadas, que apresentaram perdas de R$ 511 milhões, em grande parte devido a uma provisão de R$ 467 milhões. O GPA tinha R$ 708 milhões a receber do Grupo Casas Bahia, que já foi sua controlada, referente a créditos tributários, mas com o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, esse crédito passou a ser tratado como concursal. A auditoria da EY incluiu um alerta sobre a continuidade do negócio, citando o prejuízo acumulado, um passivo circulante maior que o ativo circulante e patrimônio líquido negativo. Apesar da homologação do plano de recuperação extrajudicial, a companhia continua dependente do cumprimento das condições do plano e de medidas de reestruturação financeira. A administração reconhece o risco de continuidade operacional, embora acredite que as iniciativas em curso possam sustentar a operação. O cenário atual sugere que a continuidade das operações do GPA poderá ser afetada por fatores macroeconômicos e pela eficácia das medidas de reestruturação.
Fonte: Exame
