Azul (AZUL3) prevê recuperação mais demorada devido à pressão dos custos com combustível
A Azul (AZUL3) anunciou que sua recuperação financeira levará mais tempo do que o previsto, devido à pressão contínua dos altos preços do combustível de aviação. O diretor financeiro, Antonio Carlos Garcia, afirmou que a companhia mantém um plano de crescimento cauteloso, com expectativa de encerrar 2026 com uma capacidade cerca de 5% menor em relação ao ano anterior. A Azul já havia reduzido sua capacidade em mais de 10% no segundo trimestre, em resposta ao aumento dos custos com combustíveis, e planeja um crescimento modesto a partir do quarto trimestre. Apesar de ter conseguido repassar de 60% a 65% dos aumentos de preços aos clientes, a empresa ainda enfrenta desafios na geração de caixa, impactada por pagamentos relacionados à reestruturação, tanto anteriores quanto posteriores ao processo de recuperação judicial no Chapter 11, do qual saiu em fevereiro deste ano. A dívida total da companhia foi reduzida para R$ 21,4 bilhões. Garcia destacou que a Azul está focada na reestruturação de seus próprios negócios, sem considerar fusões ou aquisições no momento. Essa situação pode sinalizar um ambiente desafiador para a recuperação de outras companhias aéreas na região, caso os preços do combustível permaneçam elevados.
