
A “arma secreta” da Casas Bahia no processo de reestruturação
A Casas Bahia, sob a liderança de Renato Franklin desde maio de 2023, implementou uma reestruturação significativa, focando em eletrodomésticos, móveis e crediário, enquanto incorporou inteligência artificial (IA) em suas operações. Com 16 mil funcionários utilizando IA, a empresa reduziu sua equipe de tecnologia de três mil para 800, aumentando a produtividade e melhorando a eficiência em áreas como precificação e gestão de estoque. A margem bruta da empresa cresceu de 27,9% para 30,5%, e a inadimplência diminuiu, embora a companhia ainda enfrente desafios financeiros, com balanço negativo e um cenário macroeconômico adverso, especialmente devido às altas taxas de juros. A reestruturação também resultou em uma redução significativa no capital gasto em tecnologia, de R$ 1 bilhão para R$ 331 milhões. Apesar dos avanços, a Casas Bahia registrou perdas ampliadas, passando de R$ 408 milhões para R$ 1,06 bilhão, e continua operando no vermelho. A análise do Itaú BBA destaca a recuperação operacional da empresa, mas também aponta para os impactos contínuos do ambiente econômico. Essa situação pode sinalizar um cenário de cautela para o mercado, dependendo da evolução das condições macroeconômicas e da capacidade da empresa em manter sua trajetória de recuperação.